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 Artigo

Dividir pra multiplicar

Jerônimo Leiria

Nos anos 80 a prática da Terceirização foi um tema m-u-i-t-o polêmico, embora seu princípio seja de uma singeleza desconcertante: tudo aquilo que não é o diferencial de uma empresa, ou que não seja o seu foco, ou que ela não saiba fazê-lo bem –– poderá ser contratado de terceiros.

No princípio, na década de 80, a terceirização foi praticada somente em áreas periféricas as chamadas atividades meramente meio. Isto é, a terceirização ocorria em áreas como limpeza, alimentação, vigilância entre outros. Não se sonhava que o panorama empresarial no futuro seria tão alterado, e para melhor –– é claro.

Como temos memória curta, esquecemos que nos anos 90 foram criadas empresas para prestarem serviços em atividades antes inimagináveis –– as denominadas atividades meio estratégicas, como recepção, atendimento a clientes, telemarketing, organização e guarda de documentos, movimentação de cargas intra-empresa, embalagem, logística, entre outras.

Na década de 90, o Brasil abriu-se para mercado externo. Procurou-se virar o jogo –– não mais importar muito e só exportar matérias prima, sem valor agregado. O objetivo passa a ser importar o mínimo necessário e exportar tudo: tecidos, calçados, softwares, literatura, serviços e muito mais.

Porém para tal além de produzir o produto é necessário passar a saber exportá-lo.

A atividade de exportar requer conhecimento especializado, entre os quais conhecer a língua, os hábitos e a legislação do consumidor externo.

A prática da terceirização requer eleição de parceiros idôneos e especialistas para que, ao final, a imagem institucional da empresa contratante não seja manchada. Para aplicá-la, deve-se dividir todo o processo empresarial por atividades. Após, devem ser analisados cada um dos segmentos e decidir quais serão realizados dentro ou fora de casa.

Assim começa um ciclo virtuoso da multiplicação de resultados, pois a inteligência empresarial que era consumida numa atividade em que não agregava valor, passa a ser redirecionada para segmentos que geram maiores resultados. Já as atividades transferidas passam a ser realizadas por especialistas, que já o fazem para muitos clientes, por isto realizam suas atividades com mais qualidade, menos desperdício e com menor custo.


 

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